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Projeto transforma plástico reciclado em moradia sustentável e mira expansão para a Amazônia

A pressão ambiental sobre a construção civil começa a acelerar uma mudança importante no setor. Em um país que gera cerca de 48 milhões de toneladas de resíduos da construção civil por ano, mas recicla pouco mais de 20% desse volume, soluções ligadas à construção sustentável ganham espaço não apenas pelo discurso ambiental, mas também pela necessidade econômica e social. É justamente nesse cenário que chama atenção a parceria entre a Fuplastic e a Energin Sustentabilidade da Amazônia, iniciativa que aposta em moradias modulares produzidas a partir de plástico reciclado e que já observa, futuramente, possibilidades de expansão para a região Norte. A proposta mistura reaproveitamento de resíduos, construção rápida e habitação popular. O sistema funciona por meio de blocos modulares fabricados integralmente com plástico reciclado, formando estruturas encaixáveis que lembram uma espécie de ‘lego estrutural’. A promessa é reduzir resíduos de obra, acelerar a montagem e diminuir impactos ambientais. Segundo Afonso José de Araujo Filho, CEO da Energin, a aproximação entre as empresas aconteceu justamente pela convergência entre inovação e sustentabilidade. “A Energin e a Fuplastic possuem em sua essência a sustentabilidade e essa possibilidade de transformar o mundo com inovações sustentáveis aproximou as duas empresas para realizarem projetos maiores em parceria”, afirma. Embora o projeto para o Amazonas ainda esteja em fase inicial de planejamento, a ideia começa a ganhar relevância especialmente quando se observa a realidade logística da Amazônia. Em muitos municípios da região, construir ainda significa enfrentar alto custo de transporte, dificuldade de acesso e desperdício elevado de materiais. Segundo os responsáveis pelo projeto, uma unidade habitacional popular pode ficar pronta em cerca de oito horas, já com instalações elétrica e hidráulica. Além disso, cada casa de 48 metros quadrados reutiliza aproximadamente 1,5 tonelada de resíduos plásticos retirados do meio ambiente. Outro aspecto interessante é que o modelo também movimenta cadeias sociais ligadas à reciclagem. O plástico utilizado hoje é adquirido de cooperativas em São Paulo, muitas delas formadas por trabalhadores de comunidades de baixa renda envolvidos na coleta seletiva e separação de resíduos. E talvez exista um ponto especialmente interessante para Manaus dentro dessa discussão. O Polo Industrial de Manaus (PIM) possui forte geração de resíduos plásticos e industriais ligados a setores como eletroeletrônicos, climatização, embalagens e bens de consumo. Parte desse material já entra em cadeias de reciclagem, mas outra parte ainda enfrenta desafios de reaproveitamento e destinação ambiental. Nesse contexto, projetos desse tipo podem abrir espaço, futuramente, para uma lógica mais forte de economia circular na região, transformando resíduos industriais em matéria-prima para habitação sustentável. Além de reduzir desperdícios e impactos ambientais, esse modelo também pode ajudar a conectar indústria, reciclagem e habitação social dentro de uma mesma cadeia produtiva. Ainda é cedo para saber se esse modelo conseguirá escalar de forma relevante no Norte do país. Mas, essa iniciativa mostra que não se trata apenas de uma questão ambiental, mas pode contribuir pra fortalecer a economia circular e habitação sustentável.     iZi Gym chega a Manaus e mostra força da economia de serviços local     A capital amazonense vem ganhando espaço na estratégia de empresas nacionais e internacionais que buscam novos mercados e consumidores. Essa tendência pode ser observada pela chegada de marcas ligadas a setores como gastronomia, turismo, tecnologia, saúde e bem-estar. E para não ficar de fora, a iZi Gym anunciou investimento inicial de R$ 10 milhões para iniciar sua expansão na Região Norte, tendo Manaus como porta de entrada. Com modelo ‘low cost premium’, que combina estrutura moderna, tecnologia e preços mais acessíveis, a rede prevê inaugurar três unidades na capital amazonense ainda em 2026 e chegar a oito academias em Manaus até 2027. A expansão é liderada pelos empresários Raul Santana e Paulo Morais. Morais é cofundador da Espaçolaser e possui mais de três décadas de experiência em franquias e varejo de grande escala. A estratégia da iZi Gym acompanha um mercado cada vez mais voltado à economia da saúde, prevenção e qualidade de vida. A marca também tem um plano nacional de crescimento e projeta alcançar cerca de 40 academias em operação no Brasil até o fim de 2027.   Projeto apoiado pela União Europeia coloca comunidades amazônicas no centro da inovação    O Instituto de Desenvolvimento Tecnológico (INDT) deu um importante passo para ampliar a inclusão digital na Amazônia ao formalizar, durante o II Fórum de Investimentos Brasil-União Europeia, em Brasília, o contrato de execução do projeto Amazônia Verde. A participação do diretor executivo do Instituto, Geraldo Feitoza, reforça o protagonismo de Manaus em uma iniciativa que reúne tecnologia, sustentabilidade e desenvolvimento social. Liderado pelo INDT, em parceria com Nokia, CPQD, Hispasat e Ozônio, o Amazônia Verde é um dos quatro projetos contemplados pelo pacote de mais de 135 milhões de euros (cerca de R$ 795,5 milhões) anunciado pela União Europeia para o Brasil. Do total, 1,5 milhão de euros será destinado ao Amazônia Verde, voltado à conectividade de comunidades remotas do Amazonas. Na primeira fase, seis comunidades do Baixo Rio Negro receberão infraestrutura de internet 4G alimentada por energia renovável, permitindo ampliar o acesso à educação, telemedicina, serviços públicos, programas sociais e novas oportunidades de geração de renda. A iniciativa também prevê ações de prevenção a incêndios florestais e fortalecimento da assistência à saúde.   Tokio Marine acompanha expansão do mercado no Amazonas   

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