O Polo Industrial de Manaus (PIM) tem passado por uma importante expansão e confiança empresarial. A aprovação de 80 projetos industriais pelo Conselho de Desenvolvimento do Amazonas (Codam) representa uma das maiores pautas já analisadas pelo órgão, reunindo aproximadamente R$ 2,6 bilhões em investimentos previstos e potencial de geração de cerca de 4,8 mil empregos.
Os números confirmam um momento que vem ganhando força, apesar do cenário de transformações econômicas, reforma tributária e reorganização das cadeias produtivas globais. A Zona Franca de Manaus (ZFM) segue sendo uma plataforma estratégica para novos negócios no Brasil.
Os novos projetos mostram uma indústria em transformação, com investimentos em segmentos ligados à tecnologia, eletroeletrônicos, energia, climatização, componentes e novas soluções industriais.
Mas o avanço também traz uma reflexão necessária: a capacidade de atrair investimentos precisa caminhar junto com a capacidade de receber esses investimentos.
Para transformar aprovações em fábricas operando, empregos e desenvolvimento, Manaus terá que acelerar respostas em áreas fundamentais: infraestrutura urbana, mobilidade, logística, disponibilidade de áreas industriais, energia, conectividade e formação de mão de obra qualificada.
O novo ciclo do PIM também passará pela capacidade de construir um ecossistema industrial mais moderno, eficiente e competitivo, o que significa que não será
definido apenas pelo volume produzido, mas pela capacidade de incorporar inovação, tecnologia e preparar a região para novas cadeias produtivas.
O recado dos números é positivo: empresas continuam olhando (e investindo) para Manaus.
O próximo passo é preparar a cidade para a indústria que está chegando.
Cristina Monte é jornalista, colunista e analista de negócios, especializada na cobertura de indústria, inovação e desenvolvimento econômico na Amazônia.
FOTO/DIVULGAÇÃO – Suframa


