Nova rota de cabotagem fortalece o escoamento da produção do Polo Industrial de Manaus

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Em um movimento estratégico para impulsionar o escoamento da produção industrial do Norte para o Sudeste, a empresa brasileira de navegação costeira Norcoast passou a incluir o Porto do Rio de Janeiro (pela Rio Brasil Terminal – RBT) em sua rota regular de cabotagem. A operação estreia nesta terça-feira (21) com a atracação do navio NC Breda, estabelecendo uma ponte marítima direta entre o Polo Industrial de Manaus (PIM) e o mercado consumidor fluminense.

A nova escala fortalece o papel do Amazonas na matriz logística nacional, oferecendo às indústrias da Zona Franca de Manaus (ZFM) uma alternativa mais robusta e previsível para o envio de suas mercadorias.

O Impacto para o Polo Industrial de Manaus

A ligação direta atende a uma demanda histórica por maior eficiência logistica e integração entre modais. Tradicionalmente dependente de longas rotas rodoviárias e de conexões portuárias intermediárias, o Polo Industrial de Manaus ganha em:

  • Agilidade e Previsibilidade: Redução de lead time e maior regularidade no transporte marítimo para o Sudeste.
  • Conexão Multimodal: Integração facilitada com a malha ferroviária e rodoviária a partir do Rio de Janeiro, alcançando com mais eficiência os estados de Minas Gerais, Espírito Santo e o interior de São Paulo.
  • Acesso a Setores-Chave: Benefício direto para segmentos estratégicos do PIM, como bens de consumoeletroeletrônicos e produtos de alto valor agregado.

“Estamos apostando na geração de valor por meio do aumento da oferta, do estímulo à cabotagem e do desenvolvimento regional”, destacou Marcio Salmi, diretor comercial da Norcoast, ao enfatizar o plano de expansão da companhia.

Sustentabilidade e Segurança na Cadeia Logística

Além da eficiência operacional, a consolidação dessa rota traz vantagens competitivas decisivas para os embarcadores que operam na ZFM. O transporte por cabotagem reduz significativamente os custos com roubo de cargas — um gargalo crônico do modal rodoviário no país — e contribui diretamente para as metas de sustentabilidade das empresas.

Segundo dados da Norcoast, a cabotagem pode emitir até 89% menos CO₂ em comparação ao transporte de longa distância por caminhões nos mesmos corredores logísticos.

Desafios e Integração Nacional

Apesar do avanço, a cabotagem ainda busca maior relevância na matriz de transportes do país. Dados da Associação Brasileira dos Armadores de Cabotagem (ABAC) mostram um crescimento tímido de 0,9% no primeiro semestre do ano, evidenciando gargalos históricos de infraestrutura.

Para especialistas, contudo, iniciativas que apostam no modelo porta a porta — integrando a cabotagem com ferrovias e rodovias — são essenciais para transformar os portos em verdadeiros corredores logísticos. Com a adição do Rio de Janeiro, Manaus passa a integrar uma rede regular que conecta oito grandes portos brasileiros: Manaus (AM), Pecém (CE), Suape (PE), Salvador (BA), Santos (SP), Paranaguá (PR), Itajaí (SC) e Rio de Janeiro (RJ).

Fonte: Portal Você.

Foto: Reprodução

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