Com aporte da Finep, startup do Amapá acelera desenvolvimento de suplemento proteico feito com planta amazônica

COLUNA MAIS NEGÓCIO$ - FOTO ANTÔNIA 24 07 2026
COLUNA MAIS NEGÓCIO$ - FOTO ANTÔNIA 24 07 2026

Com aporte da Finep, startup do Amapá acelera desenvolvimento de suplemento proteico feito com planta amazônica

Dois anos após chamar a atenção ao criar, aos 76 anos, a startup Amazon BioProtein, no Amapá, para desenvolver um suplemento proteico à base de cariru (Talinum fruticosum) – uma Planta Alimentícia Não Convencional (PANC) típica da Amazônia – a empreendedora Antônia Maria da Costa Bezerra, hoje com 78 anos, entra em uma nova etapa do negócio. A empresa recebeu um aporte de R$ 400 mil da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), recurso que está sendo utilizado para estruturar sua unidade de processamento e acelerar o desenvolvimento tecnológico do produto.

Segundo a CEO, o investimento representa uma mudança importante para a startup. “Os recursos estão sendo aplicados na estruturação da unidade de processamento, na aquisição de equipamentos e no desenvolvimento tecnológico da farinha de cariru e do suplemento proteico”, afirma.

Com a aquisição de equipamentos próprios para secagem, moagem e padronização da matéria-prima, a empresa deixa de depender quase exclusivamente de laboratórios parceiros e passa a construir sua própria capacidade produtiva. “Deixamos de depender quase exclusivamente de laboratórios e passamos a ter condições reais de transformar conhecimento científico em produto”, destaca Antônia.

O suplemento proteico continua em desenvolvimento. As etapas de caracterização nutricional da farinha e de extração das proteínas já foram concluídas, e a expectativa é finalizar a formulação até dezembro de 2026. Na sequência, a startup iniciará o processo de regulamentação junto à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), etapa indispensável para a comercialização do produto no país.

Além do suplemento, a Amazon BioProtein desenvolve novos produtos, como massas alimentícias, barras de cereais e um ingrediente proteico microencapsulado voltado à indústria de alimentos funcionais.

Mesmo antes de iniciar as vendas, a startup já negocia o fornecimento de farinha de cariru para um restaurante em São Paulo e pretende ampliar sua base de agricultores familiares, fortalecendo uma cadeia produtiva sustentável na Amazônia.

A meta, segundo Antônia Maria, é consolidar a Amazon BioProtein como referência nacional em proteínas vegetais de origem amazônica. “Queremos mostrar que é possível transformar biodiversidade e ciência em desenvolvimento para a Amazônia”, conclui.

VINCI Airports aposta em novo ciclo de negócios no entorno do Aeroporto de Manaus

A VINCI Airports apresentou uma nova estratégia para ampliar o papel do Aeroporto Internacional Eduardo Gomes na economia regional. Durante o evento Manaus Airport em Movimento, a concessionária lançou seu programa de Real Estate, que prevê transformar parte dos quase 14 milhões de metros quadrados do sítio aeroportuário em uma plataforma de negócios, logística e serviços.

Estudo desenvolvido pela consultoria Colliers identificou uma área de 235 mil metros quadrados apta a receber empreendimentos como condomínio logístico, hotel, centro de convenções, atacarejo, escritórios e shopping center. A iniciativa integra a estratégia global da empresa de diversificar receitas e ampliar o uso econômico das áreas aeroportuárias.

Outro anúncio foi a implantação do serviço internacional de courier, inserindo Manaus na rota global do comércio eletrônico. A operação deverá reduzir de cerca de 60 dias para aproximadamente uma semana o prazo de entrega de compras internacionais destinadas à Região Norte, com expectativa de movimentar até 10 mil encomendas por dia.

Embora o projeto tenha sido concebido para identificar novas oportunidades de negócios no entorno do aeroporto, o estudo também apontou potencial para atender empresas do Polo Industrial de Manaus (PIM), especialmente em atividades ligadas à armazenagem, distribuição e logística de cargas de maior valor agregado.

Desde que assumiu a administração dos sete aeroportos da Amazônia, em 2022, a VINCI Airports informa ter investido R$ 1,4 bilhão em infraestrutura. Em 2025, os terminais administrados pela concessionária movimentaram 13 milhões de passageiros, consolidando a região como um dos eixos estratégicos da companhia no Brasil.

 

O carro elétrico começa a vencer também na ponta do lápis

Foi-se o tempo que falar em carro elétrico no Brasil significava discutir futuro. Hoje, deslanchando pelas ruas do país, o consumidor passa a se dar conta da economia na hora de encher o tanque.

Um levantamento publicado pela Gazeta do Povo estima que um veículo elétrico pode gastar cerca de 76% menos por quilômetro do que um modelo movido exclusivamente a gasolina. Na simulação, percorrer mil quilômetros custaria aproximadamente R$ 155 com recarga residencial, contra R$ 662 em um veículo abastecido apenas com gasolina. Embora a comparação não considere despesas como aquisição, seguro ou depreciação, ela ajuda a explicar o avanço desse mercado.

Segundo a Associação Brasileira do Veículo Elétrico (ABVE), o Brasil emplacou 215.023 veículos leves eletrificados no primeiro semestre de 2026, crescimento de 125% em relação ao mesmo período do ano passado. A participação da categoria chegou a 16% das vendas nacionais e atingiu 18,3% em junho, o maior índice já registrado.

Ao mesmo tempo, a infraestrutura acompanha esse movimento. O país já conta com 25.429 pontos públicos e semipúblicos de recarga, embora a distribuição ainda seja desigual entre as regiões.

A expansão da eletromobilidade, no entanto, dependerá de outros fatores, como a ampliação da infraestrutura, a formação de mão de obra especializada e o fortalecimento da cadeia produtiva nacional. A retomada gradual das tarifas de importação para veículos eletrificados, prevista para 2027, deverá acelerar esse debate.

O carro elétrico ainda não substituirá sozinho os modelos convencionais nem os híbridos, especialmente em um país com características como as do Brasil. Mas uma mudança já está clara: o consumidor deixou de perguntar apenas como funciona essa tecnologia. Agora, quer saber quanto pode economizar.

 

RÁPIDAS & BOAS

Na próxima segunda-feira (27/7), das 19h às 20h, será realizado o webinar ‘Diálogos Amazônicos’, que irá debater os desafios impostos pelas mudanças climáticas à logística, à indústria e às políticas públicas para a região amazônica. O encontro será transmitido pelo canal da FGV EESP no YouTube. As inscrições e mais informações podem ser obtidas pelo link (Diálogos Amazônicos).

A Prefeitura de Manaus, por meio da Secretaria Municipal do Trabalho, Empreendedorismo e Inovação (Semtepi), está com inscrições abertas para o Processo Seletivo Simplificado do minicurso de qualificação profissional ‘Engenharia de IA para Empresas e Negócios’. A capacitação será realizada nos dias 27 e 28 de julho, das 8h30 às 11h30, no UniNorte, localizado na Avenida Djalma Batista, nº 122, Unidade 22, bairro Nossa Senhora das Graças. As inscrições podem ser feitas pelo link (https://tinyurl.com/yr7sbxp5).

 

Nos dias 28 e 29/7, das 9h às 17h, acontecerá o encontro ‘IA COMO CATALISADORA: Repensando a Saúde da Amazônia’, que reunirá MIT, Harvard, USP, UEA, UFAM e Samsung Ocean para discutir como construir uma IA em saúde que seja feita com a população amazônica, e não imposta a ela. O evento é gratuito e segue link para informações e inscrições (https://tinyurl.com/d5s53m6h).

Notícias Relacionadas