Empresas do Polo Industrial de Manaus (PIM) já estão sendo orientadas a antecipar a chegada de insumos e matérias-primas devido à previsão de seca na Amazônia em 2026. O alerta foi apresentado pelo Laboratório de Modelagem do Sistema Climático Terrestre da Universidade do Estado do Amazonas (Labclim/UEA) durante evento realizado em parceria com a Superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa), nesta terça-feira (2).
Segundo os especialistas, o pico da estiagem deve ocorrer entre outubro e novembro. Embora a previsão indique que a seca deste ano não alcance os níveis extremos registrados em 2023, o cenário exige planejamento para evitar impactos na logística e na produção industrial.
As projeções climáticas apontam a permanência de condições associadas ao fenômeno El Niño entre julho e agosto, com intensidade variando de moderada a forte. Diante desse quadro, o Labclim recomenda que empresas que dependem do transporte fluvial antecipem o envio e o recebimento de cargas antes da redução do nível dos rios.
A principal orientação é evitar a concentração de operações durante o período mais crítico da vazante, reduzindo riscos de atrasos no abastecimento de insumos e no escoamento da produção.
De acordo com o superintendente da Suframa, Leopoldo Montenegro, o objetivo do encontro foi transformar informações científicas em estratégias práticas para auxiliar o setor produtivo e minimizar os impactos da estiagem na economia da região.
A iniciativa busca evitar a repetição dos problemas logísticos enfrentados nos anos de seca severa, quando a navegação foi prejudicada pela baixa dos rios, afetando diretamente a atividade industrial na Zona Franca de Manaus.
Fonte: Ac24horas
Foto: Antaq


