Programa Jornada Amazônia 4.0 para indústrias localizadas no Polo Industrial de Manaus conclui segunda fase de atividades

(Foto: Leonardo Santos/INDT)
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Visando ampliar a tecnologia de manufatura avançada nas fábricas instaladas no Polo Industrial de Manaus (PIM), o projeto Jornada Amazônia 4.0 concluiu as ações previstas na segunda etapa de atividades com as quinze empresas selecionadas para participarem do programa.

A iniciativa, desenvolvida em conjunto entre o Instituto de Desenvolvimento Tecnológico (INDT) e a Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI), é composta por cinco etapas, que serão realizadas a fim de proporcionar ganhos de eficiência, produtividade e qualidade para os processos produtivos das empresas participantes. Como resultado, o projeto prevê ainda a redução nos custos de produção com as inovações implementadas e a adequação à Indústria 4.0. Ao todo, serão 15 meses de imersão com as indústrias.

Durante esta primeira fase, as indústrias realizaram um estudo para entender o nível de prontidão tecnológica de seus processos produtivos, estabelecendo um marco histórico em Manaus como as primeiras empresas a realizarem um Diagnóstico de Maturidade Tecnológica completo. Por meio da metodologia “PIMM 4.0”, as indústrias puderam analisar o estágio que se encontram em relação à adequação à Indústria 4.0 e receberam uma série de propostas de otimização para as linhas de produção. As propostas buscam reduzir custos e ampliar os ganhos operacionais das linhas produtivas.

Segundo o Coordenador de Projetos do INDT – Marcos Caxias, a consultoria feita durante o projeto permitirá que as empresas desenvolvam as suas potencialidades, integrando-se ao cenário da Indústria 4.0, que marca a evolução tecnológica cada vez mais ágil. “O programa busca apoiar as empresas participantes em sua jornada rumo à Indústria 4.0, identificando em que momento elas estão e contribuindo para acelerar essa caminhada, através do compartilhamento de conhecimento e experiências práticas”, explica.

Algumas empresas já iniciaram a segunda fase do programa, chamada de “Qualificação 4.0”, onde recebem treinamentos e qualificação focados nos conceitos da Indústria 4.0, e na sequência, o projeto prevê a implantação de um projeto-piloto aplicando as tecnologias mapeadas de forma prática na rotina da empresa.

Durante estas duas primeiras fases do Jornada Amazônia, 230 colaboradores já realizaram a fase de “Diagnóstico de Maturidade” e 128 foram capacitados na etapa de “Qualificação 4.0”. Além destes, 40 serão treinados ainda em fevereiro.

Metodologia PIMM 4.0

Idealizador da metodologia “PIMM 4.0”, o professor e doutor em Engenharia de Produção, Sandro Breval, afirma que o método abrange o contexto atual da empresa, em pontos como maturidade e prontidão, e traça um panorama completo para a sequência de estudos dos dados coletados.

“Pontos como manufatura, estratégia, modelo de negócios e logística são analisados por uma plataforma de alto nível que propicia o acompanhamento dos pontos de vista dos colaboradores e de uma análise externa que é feita. Após o término do diagnóstico, os resultados são apresentados para as empresas e a partir das lacunas identificadas pelo diagnóstico do PIMM4.0, inicia-se a elaboração de um roadmap (conjunto de ações) para alcançar as melhorias”, descreve.

(Foto: Leonardo Santos/INDT)

Mudanças nas empresas: resultados já são percebidos

Mesmo apenas com o período de pesquisa concluído, as empresas já começam a notar mudanças significativas nas suas linhas de produção. Na empresa participante, Importadora Exportadora e Indústria Jimmy LTDA., a Supervisora de Gestão de Qualidade – Ana Muriel Souza, cita que a aplicação da metodologia auxiliou os gestores a traçarem um panorama mais preciso sobre as atualizações no setor da indústria e da tecnologia.

“Entendemos que a realidade da indústria passa por mudanças importantes e nós queremos fazer parte disso. O momento requer uma renovação na abordagem relacionada com a inovação tecnológica, e estar em um ambiente de novas descobertas relevantes para o setor nos permite acompanhar o desenvolvimento industrial”, disse.

Coordenador de Qualidade da Eternit da Amazônia Indústria de Fibrocimento Ltda., Eidi Nishiwaki, cita que o programa auxiliou na obtenção em eficiência operacional e na redução de gastos. “O relatório de avaliação situacional trouxe mais importância a temas que considerávamos como de menor impacto. Estamos levando em consideração as ações propostas em nossa reunião de análise crítica para a aplicação em recursos de tecnologia que agilizem a tomada de decisão do gestor”, afirma.

Capacitação técnica dos colaboradores

Além dos resultados operacionais, Eidi ainda pontua que as ações destinadas à qualificação técnica dos colaboradores são fundamentais para o desenvolvimento da Zona Franca de Manaus (ZFM).

“O diferencial da indústria em Manaus é a mão de obra qualificada e que busca melhoria contínua e conhecimento sobre novas tecnologias. Iniciativas de capacitação são propulsores para destacar a indústria daqui, superando as dificuldades de logística existentes”, indica.

Para o gerente industrial da Challenger da Amazônia, Carlos Henrique Amaral, aliar os investimentos em maquinários e na capacitação humana permitirá a continuidade e o fortalecimento do modelo industrial em Manaus.

“É possível evoluir cada vez mais na área tecnológica. O cenário atual se encontra em um momento de expectativas. Vejo que há uma leve tensão sobre a existência do PIM, mas programas de incentivo, como o Jornada Amazônia, colaboram com o crescimento da Zona Franca”, completa.

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