IBRAM aponta caminhos para o futuro da mineração na Amazônia em evento do Simineral

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A mineração na Amazônia e seu papel na nova economia global estiveram no centro dos debates do Encontro Institucional “Visão de Futuro da Mineração na Amazônia”, realizado na última terça-feira (31/3), em Belém (PA), pelo Sindicato das Indústrias Minerais do Estado do Pará (Simineral). O Instituto Brasileiro de Mineração (IBRAM), representado pelo diretor de Sustentabilidade e Assuntos Associativos, Rinaldo Mancin, participou do evento, que reuniu lideranças do setor para discutir caminhos sustentáveis e estratégicos para a atividade mineral na região.

Rinaldo destacou o papel estratégico do Brasil no cenário internacional. Segundo ele, o país possui reservas únicas de minerais críticos essenciais para a transição energética global, grande parte concentrada no estado do Pará. Durante sua participação, ele ressaltou que o debate não deve girar em torno da presença da mineração na Amazônia, mas sim das condições em que essa atividade será desenvolvida. “A questão não é se a Amazônia vai participar da nova economia, e sim em quais condições vai participar”, afirmou.

O diretor também chamou atenção para os impactos negativos do garimpo ilegal, classificado por ele como o principal inimigo do setor mineral. “O garimpo ilegal destrói o meio ambiente e contamina a imagem de toda a mineração regulada”, pontuou.

Entre os caminhos apontados para o futuro da mineração na região, Mancin destacou a importância do fortalecimento da governança, de processos de licenciamento mais eficientes, do uso de tecnologias de baixo impacto e de uma distribuição mais justa dos royalties para as regiões produtoras.

Ele também enfatizou que a agenda ambiental, social e de governança (ESG) deixou de ser um diferencial competitivo e passou a ser uma exigência para acesso a mercados e financiamentos internacionais. Nesse contexto, defendeu que o Pará receba maior retorno proporcional à sua expressiva contribuição para a produção mineral nacional.

Ao encerrar, Mancin reforçou que desenvolvimento e conservação ambiental não são objetivos incompatíveis. “A Amazônia pode e deve conciliar crescimento econômico com preservação”, concluiu.

Fonte: Ibram.

Foto: divulgação