Projeto mapeia 12 locais com pororocas na costa do AP e quer criar roteiro para surf na Amazônia

(Foto: nVibes - Experiências Amazonicas/Divulgação)
Facebook
Twitter
LinkedIn
WhatsApp
Pinterest

Surfistas no Extremo Norte do país poderão contar com um guia de locais onde ocorrem as pororocas, fenômeno natural que acontece a partir do encontro das águas de rios da Amazônia com o Oceano Atlântico. O projeto Parque das Pororocas pretende ainda capacitar comunidades locais para que possam conduzir as atividades turísticas.

A Associação de Guarda-Parques do Estado do Amapá é a responsável pela iniciativa e já realizou diversas visitas e levantamentos em regiões com ocorrências.

Franco Montoril, um dos coordenadores do projeto, descreveu como surgiu a ideia de resgatar um dos símbolos dessa região na Amazônia.

“O projeto surgiu a partir da vontade do “Jim” para resgatar a história da pororoca, que para muitos tinha acabado. Ele descobriu várias pororocas ao longo dos cerca de 700 quilômetros de costa do estado. E ele compartilhou isso com um grupo de profissionais de turismo e instituições”, disse Montoril.

Desde então várias expedições foram realizadas. O último levantamento ocorreu no Arquipélago do Bailique, onde o grupo pretende tornar referência como educação ambiental e empreendedora a partir do turismo criativo.

A equipe conta agora com 12 membros entre surfistas, guias de turismo e turismólogos. O coordenador informou ainda que a equipe usou recursos próprios para a realização das expedições, mas que busca parcerias para que o projeto tenha um alcance maior na região.

“É um projeto que tem o viés da pororoca, e também o turismo social ou de base comunitária, que é onde a gente desenvolve uma cadeia de produção. Seria o envolvimento das comunidades locais para acolhimento dos turistas tanto na hospedagem, quanto na alimentação. E tudo isso movimentando a economia”, acrescentou Montoril.

A pororoca

A pororoca é uma corrente oceânica que entra em embate com a corrente amazônica e no momento que essa pressão o ocorre, conjuntamente com as luas novas e cheias, a corrente avança uma sob a outra.

O encontro de águas, do rio Araguari com o Oceano Atlântico, foi afetado e, desde 2013, a pororoca não mais acontece. Segundo o ICMBio, a atividade pecuária, principalmente a criação de búfalos, criou valas e canais que drenaram o curso d’água.

O grupo já identificou pororocas desde o Bailique até o município de Oiapoque: na Vila Cassiporé e na Terra Indígena Uaçá.

*Com informações do site G1